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Impermeabilização: saiba como evitar infiltrações e vazamentos em piscinas

  • Impermeabilização: saiba como evitar infiltrações e vazamentos em piscinas

Impermeabilização: saiba como evitar infiltrações e vazamentos em piscinas

14 dezembro, 2017
Por : Instituto IDD
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A impermeabilização adequada começa na elaboração do projeto. A primeira providência consiste na análise das diferentes características da piscina, pois não existe uma fórmula única a ser seguida para todos os casos.

 

A impermeabilização é um fator responsável  pela proteção da estrutura contra desgastes e deterioração do concreto.

“Quando o serviço é contratado apenas pelo preço, deixando de lado o bom projeto e o planejamento rigoroso, é certeza de vazamentos futuros”, explica o Engenheiro Firmino Siqueira Filho vice-presidente técnico do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI).

A perda de água que escapa para o subsolo resulta em infiltrações que podem danificar as fundações das edificações localizadas na vizinhança da piscina.

 

 

 

“A impermeabilização da piscina feita de maneira inadequada resultará, ainda, na queda de revestimentos, surgimento de fissuras, aparecimento de manchas devido à eflorescência e corrosão da armadura no interior do concreto armado. Há riscos para os frequentadores, que podem ter reações alérgicas devido ao desenvolvimento de bolor e mofo”, explica.

O PROJETO

A impermeabilização adequada começa na elaboração do projeto. A primeira providência consiste na análise das diferentes características da piscina, pois não existe uma fórmula única a ser seguida para todos os casos.

“O profissional tem que levar em conta o tipo de estrutura, projetos elétricos e hidráulicos e a qualidade do concreto (poros, brocas, juntas, entre outras)”, comenta o especialista.

É necessário estar sempre atento nas particularidades da piscina que será impermeabilizada. A solução que é indicada para as enterradas é diferente daquela utilizada em estruturas elevadas. A profundidade e o tamanho da piscina são variáveis que interferem na especificação.

Também é preciso verificar a inclinação do solo a quantidade de água e o nível de umidade previsto para o ambiente.

Já as piscinas fabricadas com PVC, vinil ou fibra de vidro dispensam impermeabilização. Isso acontece porque esses materiais são revestidos com soluções que têm características estanques. Porém, a desvantagem dessas piscinas é que sua vida útil é reduzida quando comparada com as estruturas de concreto revestidas com placas cerâmicas ou pastilhas.

 

SOLUÇÕES DISPONÍVEIS

“Entre os métodos mais comuns estão o concreto impermeável, a argamassa impermeável, a argamassa polimérica, o poliuretano e a manta asfáltica”, explica o Engenheiro.

A alternativa mais empregada atualmente é o sistema flexível (mantas), por sua capacidade de acompanhar as pequenas movimentações que ocorrem na estrutura.

Outra opção bastante  interessante é o aditivo cristalizante. “O material pode ser usado tanto na impermeabilização principal quanto na auxiliar”, indica o especialista. 

 

 

Existem alternativas de impermeabilização que não devem ser especificadas, como as emulsões de acetato de polivinila (PVA) e os polímeros reemulsionáveis. As mantas e membranas com baixa adesividade também têm desempenho aquém do esperado em piscinas, inclusive quando usadas para acabamentos ou nos substratos.

 

VANTAGENS E DESVANTAGENS

Existem duas maneiras de classificar os impermeabilizantes: rígidos ou flexíveis. As argamassas e aditivos são considerados como rígidos e as mantas são enquadradas como flexíveis. Os dois sistemas apresentam suas vantagens e desvantagens, por exemplo, os flexíveis são ajustados da melhor maneira às movimentações das estruturas do que as alternativas rígidas.

Porém, o cuidado na instalação das mantas é muito maior, pois qualquer erro compromete toda a impermeabilização. E as argamassas e aditivos não sofrem com esse tipo de problema, como é o caso das superfícies que recebem os aditivos cristalizantes, que naturalmente são capazes de selar fissuras que venham a surgir a qualquer momento da vida útil da estrutura.

 

CUIDADOS NA EXECUÇÃO

“A superfície tem que estar sem falhas e limpa”, destaca Siqueira. A presença de poeira ou umidade em excesso é capaz de comprometer toda a aderência da solução, resultando em bolhas, deslocamentos e rupturas. Também é preciso regularizar a estrutura a fim de evitar a perfuração das mantas. Outro cuidado importante é certificar-se de que não existem trincas ou fissuras em toda a superfície a ser impermeabilizada.

 

TESTES DE ESTANQUEIDADE

Após a conclusão da impermeabilização, a recomendação é de que seja feito o teste de estanqueidade para aferir o desempenho da solução. “Os principais ensaios são o de carga de água de 72 horas e o eletrostático. De preferência, ambos devem ser executados de maneira complementar”, recomenda o consultor. Os testes precisam acontecer antes da colocação do revestimento, pois, em caso de problemas, o procedimento de correção é facilitado.

O ensaio de carga de água de 72 horas consiste em deixar a piscina cheia durante três dias. Nesse período, deve ser verificado se ocorrem alterações no nível da água. Caso positivo, é sinal de que há vazamentos em algum ponto da estrutura. Já o ensaio eletrostático aproveita a característica isolante elétrica das mantas asfálticas. O teste acontece com uso de equipamento de alta sensibilidade, que emite aviso sonoro quando detectadas falhas.

 

COLABORAÇÃO TÉCNICA

Firmino Siqueira Filho – Engenheiro Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem mestrado em Construção Civil com ênfase em impermeabilização pela Universidade FUMEC. É consultor, projetista e aplicador de impermeabilização desde 1976. Ocupa o cargo de vice-presidente técnico do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI). É membro consultor do RCI Incorporated – EUA. Atua, ainda, como professor convidado da Escola de Engenharia da UFMG (EEUFMG) para o curso de pós-graduação do departamento de materiais.

 

 

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Fonte: aecweb

 

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